quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ratatouille

Muito fofinho este filme. Além de vender a idéia de que qualquer pessoa é capaz de cozinhar (concordo), ele tenta passar ao espectador a importância de se saborear cada coisa, ousar nas misturas e prestar atenção no que se come. Criar é a palavra-chave, mas, por experiência própria, sei como é difícil “criar” na cozinha. É tão mais fácil (e seguro) seguir a receitinha, não é mesmo!? Mas aí é que tá a diferença entre nós e os grandes Chef’s (entre outros detalhes, claro! rs).

Particularmente, adorei a bela crítica que o filme faz sobre essa verdadeira “mania” de transformar tudo o que se come em congelados, fast-food e similares... Eu sei, eu também tenho congelados em casa. Infelizmente, sou mais uma refém do mundo moderno, corrido, sem tempo pra nada. Porém, que fique bem claro que procuro sempre fazer minha comidinha fresquinha, preparando inclusive os temperos.

Outro dia, conversando com alguns amigos, descobrir que um deles não tinha fogão há uns 2 ou 3 anos. Fiquei chocada. Como assim!!?!?! Sem fogão não dá! Ele argumentou:“Tenho microondas, serve!?!?” como quem diz:“Porque o espanto!? Tenho microondas, é mais que suficiente!.” O pior foi ver algumas outras pessoas concordando com ele, dizendo que o arroz de microondas é melhor que o tradicional. Pode até ser bom e tal, mas... e o cheirinho do alho? da cebola refogando? testar se tá bom de sal... humm... tão bom arroz quentinho, feito na hora (e no fogão!!! rs) Por isso, prefiro ser antiquada em muita coisa, a modernidade (assim como o passado) tem coisas boas e coisas ruins, não dá para engolir tudo que vem de novo como se fosse o melhor do mundo. É preciso filtrar certas coisas.


Pra finalizar meus comentários sobre o filme, achei lindo o finalzinho, que retrata muito bem o que faz da comida algo tão especial. Não é só ser gostosa, chiquerríma e elaborada. Talvez o melhor de tudo seja quando aquela comidinha te remete à lembranças agradáveis de sua infância ou de momentos felizes que foram vividos. Da comidinha da mãe, da comidinha da vó e por aí vai... Humm... delícia!

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